APES e Sintufejuf realizam Campanha conjunta no mês da Consciência Negra

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A APES e o Sintufejuf promovem, no mês de novembro, uma campanha conjunta para marcar o mês da Consciência Negra, com destaque para o dia 20 como um dia de luta contra o racismo.

Neste sentido, as entidades produziram uma série especial de matérias e entrevistas com representantes do movimento negro, com o objetivo de refletir sobre aspectos do racismo em alguns campos da nossa vida social. Leia aqui:

Entrevista com Paulo Azarias, coordenador do Movimento Negro Unificado em Juiz de Fora. Foram temas da conversa o racismo religioso, a união dos movimentos sociais, a unificação de bandeiras e o uso correto da linguagem como forma de combater o racismo.

Entrevista com Bruna Rocha ativista travesti negra e especialista em Gênero e Sexualidades pela UFJF. Durante o diálogo Bruna falou sobre preconceito, transfobia, a importância do Dia da Consciência Negra e da luta por direitos, trabalho e cidadania.

Entrevista com Andressa Carvalho , integrante do coletivo Vozes da Rua e poeta marginal. Andressa falou sobre o cenário artístico para pessoas pretas, sobre o machismo que existe e também sobre como esse cenário pode, e vem mudando.

Redes Sociais

Nas redes sociais da APES e do Sintufejuf, está disponível uma campanha digital com o objetivo de destacar dados sobre o racismo estrutural presente na sociedade brasileira. Os dados revelam a exclusão da classe trabalhadora brasileira negra dos cargos políticos, de gerência ou, simplesmente, do direito a uma vida digna, como indicam os índices de violência e de desemprego nesta população. Confira aqui:

Também foi veiculada uma campanha nas rádios locais e nos carros de som pela cidade, com chamadas para convocar a todos e todas para a 50ª Marcha da Consciência Negra em Juiz de Fora. A Marcha, apoiada pelas entidades, foi realizada no sábado em Juiz de Fora. Confira a cobertura aqui.

As diretorias da APES e do Sintufejuf destacam a importância do dia da consciência negra como um marco de reflexão, debate e denúncia da situação do povo negro.

“Na atual conjuntura, reforça-se a necessidade da luta contra o racismo dentro das lutas gerais da classe trabalhadora. A crise do capital e a pandemia afetaram fortemente a população negra e pobre no Brasil. Precisamos denunciar esse processo estrutural do capital”, afirmou Augusto Cerqueira, da direção da APES.

Como enfatiza Maria Ângela, coordenadora geral do Sintufejuf, “toda vez que tem uma crise no mundo capitalista, as pessoas que mais sofrem são as que estão à margem da sociedade, as que estão privadas de políticas públicas. E infelizmente, esta população é o nosso povo negro. Qual o povo que mais está sofrendo as consequências desta pandemia? É o nosso povo negro. Temos que aproveitar esta data para falarmos o que está acontecendo com o nosso povo, que está tendo que ir para rua para trabalhar, que está passando por essa questão da miséria, do desemprego, do aumento da violência doméstica, também da retirada de direitos dos trabalhadores e trabalhadoras. Nosso povo negro, que fica exposto a tudo isso, teve perdas irreversíveis, sobretudo a perda da vida. Isso faz parte do racismo estrutural. E aí não podemos nos cansar de falar. Por isso esta campanha que o Sintufejuf e a APES estão fazendo juntos é tão importante. Não podemos deixar passar o genocídio que está acontecendo com toda a população, com o nosso povo negro, com meio milhão de pessoas, infelizmente, com as vidas perdidas”.