APES e Sintufejuf realizam campanha na Semana da Consciência Negra

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A APES e o Sintufejuf promovem, nesta semana, uma campanha conjunta para marcar o dia 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, como um dia de luta contra o racismo.

Neste sentido, as entidades planejam a divulgação de uma série especial de matérias e entrevistas com representantes do movimento negro, com o objetivo de refletir sobre aspectos do racismo em alguns campos da nossa vida social. O racismo religioso e os impactos do racismo para a juventude, as mulheres e a população LGBTQIA + e são os temas que serão discutidos nas reportagens que serão veiculadas nos sites das duas entidades.

Nas redes sociais da APES e do Sintufejuf, haverá também uma campanha digital com o objetivo de destacar dados sobre o racismo estrutural presente na sociedade brasileira. Os dados revelam a exclusão da classe trabalhadora brasileira negra dos cargos políticos, de gerência ou, simplesmente, do direito a uma vida digna, como indicam os índices de violência e de desemprego nesta população.

Também será veiculada uma campanha nas rádios locais e nos carros de som pela cidade, com chamadas para convocar a todos e todas para a Marcha da Consciência Negra em Juiz de Fora. A Marcha, apoiada pelas entidades, se realiza neste sábado,  20 de novembro, com concentração na Praça da Estação a partir das 10h.

As diretorias da APES e do Sintufejuf destacam a importância do dia da consciência negra como um marco de reflexão, debate e denúncia da situação do povo negro.

“Na atual conjuntura, reforça-se a necessidade da luta contra o racismo dentro das lutas gerais da classe trabalhadora. A crise do capital e a pandemia afetaram fortemente a população negra e pobre no Brasil. Precisamos denunciar esse processo estrutural do capital”, afirmou Augusto Cerqueira, da direção da APES.

Como enfatiza Maria Ângela, coordenadora geral do Sintufejuf, “toda vez que tem uma crise no mundo capitalista, as pessoas que mais sofrem são as que estão à margem da sociedade, as que estão privadas de políticas públicas. E infelizmente, esta população é o nosso povo negro. Qual o povo que mais está sofrendo as consequências desta pandemia? É o nosso povo negro. Temos que aproveitar esta data para falarmos o que está acontecendo com o nosso povo, que está tendo que ir para rua para trabalhar, que está passando por essa questão da miséria, do desemprego, do aumento da violência doméstica, também da retirada de direitos dos trabalhadores e trabalhadoras. Nosso povo negro, que fica exposto a tudo isso, teve perdas irreversíveis, sobretudo a perda da vida. Isso faz parte do racismo estrutural. E aí não podemos nos cansar de falar. Por isso esta campanha que o Sintufejuf e a APES estão fazendo juntos é tão importante. Não podemos deixar passar o genocídio que está acontecendo com toda a população, com o nosso povo negro, com meio milhão de pessoas, infelizmente, com as vidas perdidas”.