APES se reúne com Administração Superior do IF Sudeste para discutir questões imediatas à respeito do ERE e da portaria 983

  • Reading time:5 mins read

Seguindo o compromisso da APES em procurar atender às demandas imediatas da base dos professores, representantes do sindicato no IF Sudeste MG solicitaram reunião com a Administração Superior no intuito de tratar das questões relacionadas ao Ensino Remoto Emergencial, bem como em relação à portaria 983. Representando o sindicato estiveram presentes e contribuíram com o debate os Conselheiros Miguel Fabiano de Faria e Graziany Penna Dias e o Diretor da APES Jalon de Morais Vieira.

Demandas da base sindical

Munidos dos resultados parciais do questionário sobre o Ensino Remoto Emergencial, feitos com docentes da UFJF, Colégio de Aplicação João XXIII e IF Sudeste MG, bem como posicionamento do sindicato a respeito da portaria 983, que aumenta a carga de trabalho docente e institui controle de frequência através do ponto eletrônico, os representantes da APES recuperaram a trajetória de debates a respeito do ERE no IF Sudeste, e também o histórico de conversas entre a representação sindical e a administração superior do Instituto.

Por meio dos dados coletados pelo questionário, pode-se comprovar um quadro de precarização do trabalho docente, tendo em vista o aumento da carga de tarefas conjugado com as demandas domésticas cotidianas, situação agravada para docentes que têm filhos e/ou se responsabilizam por parentes idosos. Foi apresentado também, à administração superior, o quadro onde muitos docentes não conseguem um local ou equipamento adequados para desempenhar as tarefas com a qualidade de vida, acarretando prejuízos ao processo de ensino-aprendizagem, e consequentemente uma queda da qualidade de ensino na instituição.

Seguindo com a apresentação das demandas, os docentes falaram das consequências da implementação da portaria 983 para a carreira docente no IF Sudeste MG, que aumenta exponencialmente a carga mínima de aulas a serem ministradas pelos docentes, tendo em vista um quadro onde a maioria da categoria já relata jornadas de trabalho para além das 40 horas semanais. Tendo como preocupação principal a qualidade do ensino, os professores apontaram uma perda de qualidade no caso da implementação da portaria.

Diante da apresentação das demandas, os docentes procuraram argumentar sobre uma possível intervenção da reitoria junto ao Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif), no sentido de aglutinar forças para barrar o avanço da portaria 983 nos institutos federais, bem como a busca por melhores condições de trabalho, tendo em vista a continuidade da modalidade do Ensino Remoto Emergencial.

IF Sudeste MG

Em resposta, a Administração Superior do Instituto fez um balanço a respeito do primeiro semestre na modalidade do ERE, endossando os pontos negativos apresentados pela representação sindical, mas apresentando também pontos positivos referentes a todo o processo de implementação do ERE.

Devido ao fato de estar em curso uma mudança de gestão na administração superior, visto as recentes eleições no instituto, o reitor Charles Okama de Souza afirmou que pouco pode ser feito a respeito da situação docente com relação ao ERE, visto que mudanças de maior porte deverão ser feitas já pela próxima administração superior, que deve assumir a gestão em abril de 2021.

A reitoria colocou ainda a preocupação com a volta das aulas presenciais, imposta pelo Ministério da Educação, ainda diante de um quadro de intensa propagação da Covid-19, se comprometendo a levar a questão ao Conif.

Encaminhamentos

Após rodadas de conversas e negociações, a representação sindical colocou a necessidade imediata de atuação da administração superior, visto a urgência da demanda nos 4 meses de mandato que a reitoria atual ainda irá cumprir em 2021.

Ficou acordado um compromisso da administração superior, ainda na atual gestão, na luta contra a portaria 983 junto ao Conif, pressionando o órgão por um posicionamento que leve à derrubada da portaria.

A reunião foi encerrada com uma fala de despedida do reitor, que reafirmou seu compromisso na luta pela qualidade de ensino no instituto bem como sua atenção à categoria docente durante toda a sua gestão.