CONAD define plano de lutas e fortalece a categoria docente

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Após três dias de intensos debates e importantes deliberações, chegou ao fim o 65º Conad do ANDES-SN, neste domingo, 17 de julho. O encontro foi realizado entre os dias 15 e 17 de julho, na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb), em Vitória da Conquista (BA), sediado pela Associação Docente da Uesb – Adusb SSind, e teve como representantes da APES o presidente Augusto Cerqueira e o professor Jalon de Morais Vieira.

Confira uma síntese das principais deliberações, com cobertura da imprensa do ANDES-SN.

Conjuntura

Na sexta-feira, foi realizada a primeira plenária temática, que teve como objetivo a atualização do debate sobre conjuntura e movimento docente. Quatro textos foram apresentados na plenária.

A presidenta do ANDES-SN, Rivânia Moura, defendeu a análise de conjuntura da Diretoria, destacando, no âmbito nacional, a violência política, os ataques à Educação e aos direitos sociais e trabalhistas foram destacados, junto com a necessidade de unidade na luta para enfrentar o bolsonarismo nas ruas e nas urnas. As professoras Eleonora Ziller (Adufrj SSind.) e Nicole Pontes (Aduferp SSind.) apresentaram o texto “O que a conjuntura impacta na vida docente: remover o governo criminoso de Bolsonaro para reconstruir e transformar o Brasil”. O texto “Lutar pelo poder popular! Pelo socialismo e o internacionalismo! Fora Bolsonaro! Construir a universidade popular!”, foi defendida pelo professor Luis Acosta (Adufrj SSind.). E a professora Alair Silveira (Adufmat-Ssind) defendeu o texto “Nas Ruas ou nas Urnas?”, criticando a tendência de defesa da candidatura de Lula como alternativa ao governo Bolsonaro.

Plano de Lutas

Durante a tarde e noite de sábado (16), as e os participantes do 65º Conad do ANDES-SN deliberaram sobre os planos de lutas gerais e dos setores das Federais, Estaduais e Municipais do sindicato e também sobre os textos de resoluções desses temas encaminhados pelo 40º Congresso.

Entre as temáticas debatidas, estiveram as resoluções do Grupo de Trabalho de Políticas para as Questões Etnicorraciais, de Gênero e Diversidade Sexual (Gtpcegds) para fortalecer a luta do ANDES-SN contra as opressões, do Grupo de Trabalho de Políticas Educacionais (Gtpe), entre outros. As delegadas e os delegados aprovaram também a atualização do Plano Sanitário para o retorno das atividades presenciais, ações de combate ao Reuni Digital, ao ensino híbrido e em defesa do ensino presencial. Confira as deliberações aqui.

Contas e próximo Conad

No domingo, foram aprovadas as prestações de contas do exercício de 2021 da entidade, do 40º Congresso do Sindicato Nacional e, ainda, a previsão orçamentária para 2023, com a inclusão da contribuição ao Departamento Intersindical de Estatística e Estudo Sócio Econômico (Dieese).

Ainda na plenária do tema 3, as e os participantes aprovaram a cidade de Campina Grande, na Paraíba, como sede para o 66º Conad. A Associação dos Docentes da Universidade Federal de Campina Grande (Adufcg SSind) será responsável pela organização do encontro.

Encerramento

No domingo, 17 de julho, o evento foi finalizado, com a aprovação de doze moções. Entre elas: moção de pesar e repúdio pelo assassinato de Bruno Pereira Araújo e Dom Philips; pelo brutal assassinato de companheiro Marcelo Arruda e solidariedade a seus familiares, amigos e amigas; solidariedade à professora Elizabeth Sara Lewis, da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio); apoio à campanha Paz nas Eleições.

Os e as participantes também manifestaram apoio à carta aberta assinada pelas docentes negras e pelos docentes negros da Universidade de São Paulo, com reivindicações de implementação por parte da Reitoria de ações afirmativas para ingresso de negras e negros na USP e sua progressão na carreira docente; à luta e à resistência dos povos originários Guarani e Kaiowá, no território Guapo’y Mirim-Tujury, no estado do Mato Grosso do Sul e ao povo do Equador.

Repudiaram, ainda, a cassação do mandato do vereador de Curitiba (PR), Renato Freitas, do PT; a atitude do governador do estado do Amazonas, Wilson Lima (União), que se recusa a receber docentes da universidade do estado (UEA) para negociação; e a ação do deputado estadual Rodrigo Amorim, do PTB do Rio de Janeiro, que, junto com apoiares, promoveu ataque a militantes e parlamentares que participavam de caminhada em apoio ao pré-candidato Marcelo Freixo (PSB/RJ) e cobraram apuração dos fatos. 

Carta de Vitória da Conquista

Regina Ávila, secretária-geral do ANDES-SN, realizou a leitura da Carta de Vitória da Conquista, documento político que resume os debates do 65º Conad do ANDES-SN. “Foram três dias de intensos debates em plenárias e grupos mistos, como preza nosso histórico método de deliberar as ações do sindicato pela base. Atualizamos a análise de conjuntura e o Plano Geral de Lutas reafirmando o compromisso do ANDES-SN em defesa da Educação Pública, Gratuita, Laica e Socialmente referenciada. Na análise de conjuntura, em âmbito nacional, destacou-se a violência política, os ataques à Educação e aos direitos sociais e trabalhistas. Reafirmamos a necessidade de construção da unidade na luta para enfrentar o bolsonarismo nas ruas e nas urnas. No Plano Geral de Lutas apontamos os imensos desafios em organizar a reação contra a privatização da Educação, os cortes orçamentários, o reuni digital, o retorno presencial sem as condições sanitárias e de ensino e aprendizado adequadas, e a defesa da liberdade de cátedra”, pontuou o documento.

A Carta destacou ainda que a categoria docente tem “o desafio de derrotar Bolsonaro e o bolsonarismo, que representam o retrocesso político e civilizatório que o país atravessa. Com unidade e firmeza em nossos princípios, venceremos essa etapa e continuaremos a realizar o projeto histórico de educação emancipadora que há 41 anos nosso sindicato tem construído. Nem um passo atrás, nossa luta é por uma sociedade anticapitalista, antimachista, antiLGBTQIAP+ fóbica e anticapacitista”, afirmou.