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Professores adoecem mais por conta da precarização de condições de trabalho

O adoecimento vem afetando cada vez mais os professores em seus locais de trabalho. Das doenças laborais clássicas – provocadas por atividades insalubres – aos transtornos mentais e comportamentais, os docentes têm sofrido, mental e fisicamente, pela precarização de suas condições de trabalho.

A Seção Sindical dos Docentes da Universidade Federal de Santa Maria (Sedufsm – Seção Sindical do ANDES-SN) levantou dados e entrevistou especialistas sobre o tema para reportagem especial publicada em seu jornal de maio. De 2012 para 2013, os casos de adoecimento docente por contra do próprio trabalho passaram de 26 para 58, conforme dados cedidos pelo Setor de Qualidade de Vida da UFSM.

E, dentre esses transtornos, a depressão é o carro-chefe, ilustrando um cenário, para os professores, que não se afasta daquele mais amplo observado no conjunto da classe trabalhadora. Estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que, na próxima década, a doença será a mais comum do mundo. Já dados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) mostram que a depressão foi responsável por 61.044 dos pedidos de afastamento do trabalho no ano de 2013 em nosso país.

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ANDES-SN se reúne com reitores dos Institutos Federais para comunicar a greve

O ANDES-SN realizou, na tarde dessa quarta-feira (20), reunião com o Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif), entidade que agrega os reitores dos Institutos Federais (IF). Os diretores do Sindicato Nacional apresentaram a pauta de reivindicações dos docentes federais ao Conif, e debateram a conjuntura da educação e a greve que inicia no dia 28 de maio.

Walcyr Barros, 3º tesoureiro, e Marco Antonio Perruso, 2º vice-presidente da Regional Rio de Janeiro do ANDES-SN, falaram à diretoria do Conif sobre a situação da educação federal. Para o Sindicato Nacional, a educação vive uma crise que se acentuou com os recentes cortes orçamentários e tem se expressado no não pagamento dos trabalhadores terceirizados e em outros problemas vividos.

Marco Antonio apresentou aos presentes a pauta de reivindicações, que inclui a defesa do caráter público da educação, a luta por melhores condições de trabalho, a reestruturação da carreira e o reajuste salarial.

Belchior de Oliveira Rocha, presidente do Conif, respondeu que sabe que há dificuldades financeiras em muitas áreas, e que espera que a educação passe por menos problemas, citando o lema “Pátria Educadora” da presidente Dilma Rousseff como uma demonstração de que a área seria prioridade para o governo. Belchior afirmou que há grande expectativa do Conif sobre qual será o tamanho do contingenciamento proposto pelo governo federal em decreto que deve ser divulgado ainda nessa semana.

O presidente do Conif ressaltou a importância de a educação federal manter seu orçamento para que possa funcionar plenamente. O vice-presidente do Conif, Marcelo Bender Machado, considerou louvável o fato do ANDES-SN procurar os gestores para conversar antes do início da greve da educação federal.

Walcyr Barros, ao fim da reunião, lembrou os presentes da angústia vivida pelos trabalhadores terceirizados e pelos estudantes da educação federal, apontando que a luta dos trabalhadores do setor público e do setor privado são uma só, e que as medidas de ajuste fiscal deveriam atingir não os trabalhadores, mas sim os ‘ricos e poderosos’ com, por exemplo, a aprovação do imposto sobre grandes fortunas.