Em reunião, Governo não apresenta avanços

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            Representantes das mais de 30 entidades que compõem o Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (SPF) se reuniram na manhã desta quinta-feira (14), com representantes do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (Mpog) e do Trabalho e Emprego (MTE). A reunião foi fruto da intensa mobilização dos servidores, que conseguiram antecipar o calendário apresentado pelo governo.  No entanto, o governo não trouxe nenhum avanço para a mesa, deixando as pautas apresentadas novamente sem resposta. Durante a reunião, servidores realizaram vigília em frente ao prédio do Planejamento, em Brasília (DF) e atos nos estados. A quinta-feira também foi marcada pelo Dia Nacional de Paralisação dos docentes das Instituições Federais de Ensino.Nesta reunião, com a Secretaria de Relações do Trabalho do Mpog, conforme o calendário acordado na última reunião em 20 de abril, o governo deveria dar retorno aos itens, do que foi denominado pelo Fórum dos SPF de bloco negocial, que compreende data-base dos servidores federais, os direitos de negociação coletiva, direito de greve a regulamentação da convenção 151 da OIT e a liberação de dirigentes sindicais. Além disso, seria tratado também um dos itens da pauta econômica – os benefícios, que são considerados verba de custeio e não dependem da disposição orçamentária para despesa com pessoal, argumento usado pelo governo para limitar a negociação dos demais pontos.

Nenhuma resposta

Na avaliação de Amauri Medeiros, tesoureiro do ANDES-SN que esteve presente na mesa, a reunião configurou novamente a postura do governo em prolongar o processo e tentar conduzir as negociações conforme as pautas que lhe convém.  “O governo claramente mostrou que tudo o que foi apresentado hoje é apenas estudos e que precisam discutir internamente. Não houve nenhuma resposta à pauta apresentada e à metodologia acordada na última mesa. Avaliamos inicialmente que a realização dessa reunião, sem respeitar a metodologia, não é um avanço. E ainda termina a reunião sem apresentar uma nova data”, explica.

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   Servidores Públicos Federais protestaram em Brasília

                   Durante a reunião do Fórum dos SPF com o governo, ato de vigília foi realizado em frente ao ministério do Planejamento, pelas categorias do serviço público, dentre estas dos docentes federais, para pressionar o governo a atender as reivindicações da Campanha Salarial 2015.

Giovanni Frizzo, um dos coordenadores do Setor das Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes) do ANDES-SN e 1° vice-presidente da Regional Rio Grande do Sul do Sindicato Nacional, falou no ato sobre a insatisfação dos docentes aos ataques aos direitos dos trabalhadores, promovidos pelo governo, especialmente aos servidores públicos federais. Para ele, a mobilização é fundamental para pressionar por negociação. “Nós estamos mais uma vez aqui, fortes, em conjunto com os SPF, em torno da nossa pauta. Nós não iremos ficar calados e de braços cruzados enquanto os nossos direitos estão sendo atacados, enquanto o ajuste fiscal inviabilizar a existência de serviços públicos nesse país, e enquanto a regulamentação da terceirização demonstrar o claro caráter de precarização das relações de trabalho”, disse. Representantes das demais entidades que compõem o Fórum também apontaram os recentes ataques aos direitos dos trabalhadores, com as MPs 664 e 665 e o projeto que libera as terceirizações; o corte orçamentário e a crise no serviço público federal.

Docentes das diversas seções sindicais do ANDES-SN participaram do ato nacional, destacando em suas falas a importância da atividade para denunciar o projeto do governo de desmonte dos serviços públicos, a tentativa de enfraquecer a unidade entre os servidores federais e a necessidade de intensificar a mobilização, rumo à construção da greve geral.

Fórum dos SPF indica debate nas bases sobre greve no serviço público

      
O Fórum dos Servidores Públicos Federais (SPF) realizou na tarde desta quinta-feira (14) reunião ampliada em Brasília (DF) para avaliar a reunião com o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (Mpog) ocorrida pela manhã e debater os próximos passos da luta. O Fórum indicou que as entidades debatam a possibilidade de construção da greve dos servidores federais para o mês de junho, como forma de pressionar o governo a negociar efetivamente.Outras indicações do Fórum dos SPF foram a participação dos servidores na paralisação convocada pelas centrais sindicais para o dia 29 de maio; a realização de estudo sobre a real defasagem dos benefícios dos servidores; confecção de novo jornal do Fórum dos SPF para mobilização das categorias; e nova reunião do Fórum no dia 27 de maio.

A avaliação geral das intervenções dos servidores foi que o governo federal não negociou e não demonstra vontade de negociar com os SPF. “Nem mesmo os pontos que não envolvem impactos orçamentários o governo quer negociar, isso demonstra que não é uma questão de falta de dinheiro, e sim de indisposição do governo com os trabalhadores”, afirmou Marinalva Oliveira, 1ª vice-presidente do ANDES-SN e uma das coordenadoras do Setor das Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes), em sua fala na reunião.

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Atos e debates marcam o Dia de Paralisação dos Docentes Federais nos estados

             O cenário de cortes de verbas públicas na pasta da educação, que a cada dia agudiza a situação de precarização do trabalho e do ensino nas instituições de ensino superior, junto à recente decisão do STF, que permite a contratação de professores federais por Organização Social (OS), pondo em risco a existência da carreira docente nas instituições federais de ensino (IFE), foram as principais pautas que marcaram a mobilização dos docentes nessa quinta-feira, 14 de maio – Dia Nacional de Paralisação dos docentes nas IFE.A paralisação, definida na reunião do Setor das Ifes no final de abril, mobilizou professores federais de diversas regiões do país. Clique aqui e confira alguns dos atos realizados.