Entidades denunciam censura na cobertura do Fórum Mundial da Água

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Entidades e sindicatos que defendem a transparência nas ações governamentais, em especial na comunicação social, apontaram uma ação de censura na cobertura do Fórum Mundial da Água. Em nota, denunciaram que um contrato de 1,8 milhão de reais foi assinado entre a Agência Nacional de Água (ANA) e a Agência Brasil. Este tipo de contrato fere as diretrizes fixadas em lei para os veículos públicos. Como enfatiza a nota publicada pelas entidades, “não há explicação razoável para que essa cobertura paga não tenha sido feita pelo canal de TV NBR e pela Voz do Brasil, cujo conteúdo é orientado pela Presidência da República. Com o contrato ilegal, alertamos que ANA e governos estaduais e federal conseguem intervir no conteúdo, sempre a seu favor.” O objetivo seria impedir a veiculação de posições críticas à empresas patrocinadoras do Fórum Mundial da Água.

Leia AQUI a nota na íntegra
http://www.sjpdf.org.br/noticias-teste/38-extra/3610-nota-o-jornalismo-sequestrado-na-ebc

            Sobre o Fórum Mundial da Água e o Fórum Mundial Alternativo

O Fórum Mundial da Água reuniu, em Brasília, representantes de mais de 170 países. O evento, que terminou hoje, foi realizado pela primeira vez não só no continente sul-americano, como no Hemisfério Sul.

Ao mesmo tempo, realizou-se  o FAMA, Fórum Alternativo Mundial da Água, que reuniu movimentos sociais e organizações que defendem a água como um direito de todos. O FAMA se posiciona criticamente ao Fórum Mundial entendendo que seu formato existe como uma feira de negócios, valorizando grandes empresas e deixando de discutir as políticas públicas necessárias para que a água seja um bem usufruído mesmo por aqueles que não pode pagar por ele. O FAMA também se realizou simultaneamente durante os eventos do Conselho Mundial de Água em Marselha, França (2012) e em Daegu, Coreia do Sul (2015).