Juiz de Fora pergunta “quem matou Marielle?”

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Frente aos últimos desdobramentos no caso do assassinato da vereadora Marielle Franco e Anderson Gomes, que apontam para o possível envolvimento direto da família Bolsonaro no caso, diversos movimentos sociais, partidos, coletivos e sindicatos se reuniram na tarde de ontem, 5 de novembro, em frente ao Cine Teatro Central para lutar por justiça em relação ao caso e fazer coro com as manifestações por todo o país que gritam em defesa da democracia no Brasil.

O ato foi organizado pelo PSOL Juiz de Fora e pelo Fórum de Coletivos Feministas 8M com participação da APES. Em uma fala da entidade, o diretor Augusto Cerqueira afirmou que o ato era em defesa da democracia, dos direitos dos trabalhadores e da vida da população negra desse país. Ele lembrou que, esse ano, o Brasil assistiu aos trágicos “oitenta tiros” que mataram um trabalhador e pai de família e outros tiros que executaram crianças negras no Rio de Janeiro. “Viemos aqui dizer basta, não só pela Marielle. Temos muitas perguntas que nós sabemos as respostas. Nós sabemos quem matou a aposentadoria do trabalhador, foi o Bolsonaro e o Ministro Guedes. Nós sabemos quem assassinou a CLT, que foi o Sr. Temer, junto a um governo golpista. Nós sabemos quem quer assassinar o serviço público com a reforma administrativa que está vindo por aí. Nós exigimos saber quem matou Marielle e precisamos dizer um basta para a destruição dos direitos dos trabalhadores.”

Durante as falas, no decorrer do ato, as entidades apontaram a gravidade dos últimos acontecimentos e a ineficácia da política econômica privatista do governo Bolsonaro, chamando atenção inclusive para o crime que será maior leilão de petróleo da história do Brasil.