Pesquisa mostra alta contaminação de crianças e adolescentes em Juiz de Fora e risco de nova onda de Covid-19 diante da desobrigação do uso de máscaras

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Em nota técnica, um grupo de pesquisadores de diversas instituições públicas de pesquisa alertam para a contaminação extensa de menores de 18 anos por Covid-19 e para o risco de nova onda diante da desobrigação do uso de máscaras. A produção da nota é uma ação da Frente de Defesa da Educação com apoio da APES, vem sendo desenvolvida desde dezembro de 2021 e tem como objetivo instrumentalizar as entidades para a cobrança de políticas públicas educacionais que defendam a vida e a saúde de docentes, estudantes e demais trabalhadores da educação.

A nova pesquisa indica que, com as atuais taxas de vacinação em Juiz de Fora, a chegada da variante Ômicron BA.2 na cidade deve causar uma quarta onda de Covid-19, atingindo em média 5 novos óbitos diários no seu pico, com possibilidade de até 10 óbitos por dia. Os dados recentes demonstram contaminação acentuada entre menores de 18 anos, população com menor índice de vacinação. Segundo o estudo, a não obrigatoriedade do uso de máscaras somada ao retorno escolar produziu mais de 13 mil infectados com menos de 18 anos, em consonância com o aumento expressivo dos casos de síndromes respiratórias agudas graves nesta população. O estudo projeta mais 20 mil infecções neste grupo populacional até 5 de maio. 

Os dados da pesquisa demonstram que a decisão de tornar facultativo o uso de máscaras agravou a transmissão comunitária na cidade e amplia as chances de um aumento repentino de casos. Demonstram ainda uma contaminação acentuada em crianças e adolescentes, que deve continuar aumentando e que pode comprometer o desenvolvimento sadio de toda uma geração. 

Juiz de Fora diminuiu sua taxa de vacinação e vem diminuindo o número de testes de Covid-19. Estima-se que a cidade só atingirá a imunidade coletiva através da vacinação em Julho de 2022 – na ausência de surgimento de novas variantes.

Neste sentido, o grupo aponta a necessidade de revogar da determinação que desobriga o uso de máscaras; aprimorar protocolos de biossegurança em escolas e universidades; implementar um programa abrangente de testagem em Juiz de Fora e monitorar a dinâmica pandêmica. 

Nesse contexto, é importante ressaltar que a APES vem cumprindo seu papel frente à pandemia, monitorando os dados, alertando a comunidade acadêmica e denunciando o grande equívoco no relaxamento precoce das medidas sanitárias, especialmente com o retorno presencial. Assim, a APES continua sua defesa da vida em primeiro lugar, por um retorno presencial seguro e com condições sanitárias adequadas na UFJF, IF Sudeste MG e demais instituições de ensino.

Leia a nota completa aqui