Precarização por falta de investimento é denunciada

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Logo após a Marcha que reuniu mais de 20 mil trabalhadores na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, no dia 24 de abril,  seguiu-se o ato da educação que  foi marcado por uma série de atividades entre elas o lançamento da Revista Dossiê Nacional 3 – Precarização das Condições de Trabalho nas Instituições Federais de Ensino (IFE).

A revista começa a ser assunto de manchetes em diversos sites e jornais de todo o país já que denuncia os graves os efeitos  de uma expansão do ensino sem o devido aumento nos investimentos, resultando em precarização das condições de trabalho nas IFES.

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Em Juiz de Fora

Em Juiz de Fora, a APESJF aplicou questionários a docentes da UFJF e do IF Sudeste MG no sentido de traçar uma radiografia dos problemas enfrentados. Já de posse destes dados, o Sindicato deverá organizar um caderno especial retratando as condições de trabalho nestas instituições.

A questão da precarização ainda será tema de debate no dia  21 de maio com o  painel  “A lei 12772 e os desafios do Movimento Docente” que terá a  presença do vice presidente do ANDES-  Luiz Henrique Schuch. O evento tem caráter de mobilização dos docentes e marca a data de um ano da última greve docente.

cartaz debate schu

Revista  mostra a realidade da precarização

Marina Barbosa, 2ª secretária do ANDES-SN, lembrou que a revista “Dossiê Nacional 3 – Precarização das Condições de Trabalho nas Instituições Federais de Ensino (IFE)”  é fruto de dossiês elaborados por várias seções sindicais, durante a greve de 2012, que desnudou a realidade do trabalho docente nas IFE.

“O material traz uma radiografia da situação absolutamente precarizada em boa parte das IFE, resultado em grande parte da expansão desordenada promovida pelo governo federal. Essa revista servirá como instrumento para fortalecer a luta estratégica dos docentes das Federais”, explicou Marina.

De acordo com a presidente do ANDES-SN, Marinalva Oliveira, um dos objetivos centrais do dossiê é tornar pública a realidade das IFE brasileiras para cobrar providências do Ministério da Educação e das Reitorias. “Queremos expor para a sociedade o caos vivenciado nas instituições federais de ensino. O processo de expansão das universidades implementado pelo Governo Federal é sem qualidade e não tem dado assistência adequada aos estudantes”, denuncia Marinalva.