Professores da UFJF iniciam forte mobilização

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A paralisação dos docentes da UFJF, no dia  05/07, foi um importante momento da mobilização, visando,  em conjunto com servidores de todo o país, pressionar o governo por abertura efetiva das negociações. Uma mesa redonda na parte da manhã, sobre a conjuntura atual na área da educação, com representantes do ANDES, Sintufejuf e Sind-UTE/MG, e a panfletagem em frente à câmara dos vereadores, às 17 horas, foi um início promissor das manifestações em Juiz de Fora.

O evento da parte da manhã contou com a presença de 60 participantes entre Professores federais e da rede estadual de Minas Gerais e Técnicos Administrativos em Educação. Neste evento, a professora Marina Barbosa, presidente do ANDES-SN, afirmou  a importância da mobilização em conjunto dos Servidores Públicos Federais e se mostrou otimista quanto ao cenário de 2011 para a luta unificada.

A professora Victória Martins, do Sind-UTE/MG, ressaltou a questão do Plano Nacional da Educação, realizando um histórico sobre as lutas da década de 80, em que a sociedade se mobilizou para a construção democrática de uma Lei de Diretrizes e Bases e um PNE da sociedade, tentativa frustada, no entanto, pela ação do Governo FHC que impôs suas próprias diretrizes. Ela apontou ainda a necessidade de a sociedade se unir para combater a proposta de PNE do governo Dilma que não apresenta diferenças substanciais  em relação ao passado.

O ato público das 17 horas contou igualmente com as três entidades organizadoras. Neste evento, houve a participação de cerca 20 professores, 30 técnicos administrativos e dez professores da rede estadual de Minas, além do apoio de estudantes em protesto contra o aumento da passagem de ônibus em Juiz de Fora, totalizando cerca de 70 manifestantes, com carro de som e panfletagens, alertando a população para a desvalorização da educação levada a cabo pelos governos.

Em termos da paralisação na universidade, pode-se considerar que os objetivos foram parcialmente atingidos com uma estimativa de cerca de 50% dos professores aderindo ao movimento.