Setor indica pressão sobre parlamentares para defender garantias orçamentárias para a educação

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A partir desta segunda feira, dia 31 de agosto, as Seções Sindicais do ANDES-SN devem dar início a uma campanha para pressionar parlamentares a rejeitar qualquer tentativa de corte orçamentário na área da educação pública. Essa é uma das deliberações aprovadas na reunião conjunta dos Setores do ANDES-SN, realizada nesta quinta e sexta-feira. A professora Marina Barbosa representou a APES no encontro.
Outra determinação importante é que as Seções Sindicais sigam defendendo o ensino presencial como estratégico para um projeto de educação, que assegure de fato produção de conhecimento, pesquisa e extensão, voltado para exercer o papel social da universidade. Um ensino/aprendizado com vertente crítica, com formação de habilidade e competências. Na compreensão de que o ensino remoto não pode ser assumido como alternativa e se estabelecer como forma de ensino nas instituições.
A reunião indicou, para as Seções Sindicais, que elaborem pautas específicas com as reivindicações que envolvem os direitos dos docentes, nestes momentos de excepcionalidade, com o objetivo de garantir a discussão das demandas com administradores, na exigência que o Estado Brasileiro assuma de fato o compromisso com a defesa da educação e a manutenção das Instituições Federais de Ensino.
Ao todo 51 Seções Sindicais participaram da reunião, que deu destaque na pauta também para a análise de conjuntura sobre as consequências dos possíveis cortes orçamentários para as instituições. “A reunião analisou ainda a situação de volta presencial, que já está sendo colocada em algumas instituições, debateu o modo como o sindicato nacional e as seções sindicais respondem ao contexto atual, para assegurar as condições de trabalho, defender a autonomia dos docentes, estabelecer o enfrentamento à disputa e ao controle ideológicos do trabalho, combater as exigências de que o docentes tenham que assumir as condições materiais para a realização do trabalho remoto, além de defender o acesso à educação de maneira universal para todos os estudantes”, explica Marina.