Técnicos-Administrativos em Educação da UFJF entram em greve sanitária nesta quinta-feira

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As trabalhadoras e trabalhadores técnico-administrativos em educação da UFJF, incluindo aí aqueles lotados nos campi de Juiz de Fora e Governador Valadares, entraram em Greve Sanitária, por tempo indeterminado, a partir desta quinta-feira, 15 de julho. A decisão se deu em assembleia realizada na manhã desta terça-feira, aderindo  à orientação da FASUBRA, que aprovou a greve em plenária nacional no último mês.

“O Sintufejuf  tentou negociar nos conselhos e comissões que previam a criação do  semestre suplementar  e do ensino híbrido, para que estas ações ficassem para o momento posterior à imunização completa dos trabalhadores. E isso não está longe de acontecer. A primeira dose do segmento da educação foi feita em junho. Então estamos muito próximos de receber a segunda dose e terminar a imunização e nós sabemos que a epidemia ainda não está controlada. Nas instâncias da universidade, principalmente no Conselho Superior,  prevaleceu uma maioria, composta de dirigentes, que decidiu não aguardar esse período de imunização. O que, no entendimento da categoria, coloca os trabalhadores no risco desnecessário. Reconhecemos a relevância do prejuízo acadêmico imposto pela crise sanitária, mas entendemos que as vidas, que  precisam ser protegidas, estão acima dessa questão”, disse Flávio Sereno da Coordenação do Sintufejuf.

Segundo o comunicado do Sintufejuf, “a categoria compreendeu que, em defesa da vida e por condições sanitárias de trabalho, neste momento serão suspensos os trabalhos presenciais dos serviços não essenciais. A decisão foi tomada após tentativa de diálogo com a administração superior pedindo a suspensão do semestre suplementar até que todos estejam devidamente imunizados”.

O movimento apresenta como pauta a suspensão imediata do Semestre Suplementar e da tramitação da minuta do Ensino Híbrido, até que todas as trabalhadoras e trabalhadores já tenham tomado a segunda dose das vacinas disponibilizadas. Também fazem parte da pauta a testagem regular e a garantia de fornecimento de EPIs para quem estiver em trabalho presencial e/ou semipresencial.

Ainda segundo o comunicado, “o SINTUFEJUF abriu dois canais de comunicação para recebimento de denúncias de descumprimentos dos protocolos de biossegurança contra a Covid-19 e para checar os pré-requisitos previstos para o retorno presencial nas unidades acadêmicas da UFJF envolvidas no semestre suplementar. Ambos os canais já receberam diversas informações de não realização do previsto”.

“Nesse momento a APES se solidariza com a categoria dos técnicos-administrativos em educação da UFJF, reconhecendo a importância da pauta de greve apresentada. Em Assembleia, deliberamos pela defesa do retorno presencial de atividades não essenciais somente após ampla vacinação, o que parece ser algo viável até o final de 2021 no atual ritmo de vacinação, o que se contrapõe às atuais decisões da instituição relativas ao semestre suplementar e à minuta sobre o ensino híbrido. A Greve Sanitária tem sido amplamente discutida pela APES e o atual momento nos exige a continuidade desse debate junto à categoria docente. Seguiremos na luta pela vida e por condições de trabalho para professores e professoras da UFJF e do IF Sudeste MG”, disse Augusto Cerqueira da diretoria da APES.

Clique aqui para ler o Manifesto dos TAEs da UFJF sobre a greve sanitária