19 anos da Lei Maria da Penha: resistência e urgência!

No dia 7 de agosto, celebra-se quase duas décadas de uma das legislações mais importantes no enfrentamento às violências contra todas as mulheres no Brasil. A Lei Maria da Penha representou um divisor de águas, garantindo instrumentos legais, políticas públicas e redes de apoio que salvaram inúmeras vidas. 🛑✊

Mas a luta está longe de terminar.😩

📉 Segundo o Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), os dados ainda são alarmantes: o Brasil continua sendo um dos países mais perigosos para mulheres, com crescimento de feminicídios, agressões e violações, especialmente contra mulheres negras, indígenas e periféricas.

🚨 A cada ano, o que deveria ser celebração se torna também um chamado à ação: fortalecer a Lei, ampliar o acesso à justiça e combater o machismo estrutural em todas as suas formas.

Seguimos na luta por uma vida livre de violências para todas as mulheres, todos os dias. 💪🏽💜

Em 2024, o Brasil registrou 1.492 feminicídios — maior número desde o início da série histórica. A maioria das vítimas era negra (63,6%) e morta por parceiros ou ex-parceiros (80%), dentro de casa (64,3%).

A violência sexual também bateu recordes: 87.545 estupros, sendo 76,8% de vulneráveis. Uma mulher é estuprada a cada seis minutos no país. Em 65% dos casos, o crime ocorreu dentro da casa da vítima; em 45,5%, o agressor era familiar.

Crianças e adolescentes também enfrentam aumento da violência. As mortes violentas subiram 3,7% entre menores de 18 anos. Crimes como abuso sexual infantil, maus-tratos e abandono também cresceram significativamente em 2024.

⚖️ Lei Maria da Penha: 19 anos de avanços, resistência e urgência.