O 44º Congresso do ANDES-SN teve início na segunda-feira, dia 02 de março. O encontro tem como tema central “Na capital da resistência, das revoltas dos Búzios e dos Malês: ANDES-SN nas lutas e nas ruas, pela democracia e educação pública, contra as opressões e a extrema direita!”. Na noite do primeiro dia, as e os participantes debateram a conjuntura nacional e internacional e os desafios para a mobilização, durante a Plenária de Conjuntura e Movimento Docente.
As falas destacaram a importância do ANDES-SN, que completou 45 anos no último dia 19 de fevereiro, como ferramenta fundamental de luta da classe trabalhadora. Foi reafirmada a relevância de fortalecer a organização interna do Sindicato Nacional, reforçando sua autonomia, independência e construção pela base.

Democracia consolidada
A APES participa ativamente dos debates durante o encontro. Para Jean Ramos, Presidente da APES e membro da Delegação, o Congresso do ANDES-SN representa um momento importante da luta sindical do país. “É um dos maiores sindicatos do Brasil e, por seu tamanho, faz movimentos políticos significativos. As resoluções aprovadas aqui, e que norteiam nossa ação, acabam tendo um peso importante na luta de trabalhadores e trabalhadoras, já que temos a visão classista, de que lutamos junto com os movimentos sociais, em defesa de minorias, dos direitos dos trabalhadores e da qualidade do serviço público, o que afeta diretamente toda a população brasileira, principalmente a mais carente”, disse.
Para Augusto Cerqueira, da direção da APES, também presente ao evento, a democracia do Congresso precisa ser ressaltada: “O Congresso do ANDES-SN segue sendo um importante espaço democrático e plural, que privilegia o debate e o diálogo entre representantes das Seções Sindicais que compõem o ANDES – Sindicato Nacional. Daqui são aprovadas diretrizes que norteiam nossa luta em defesa da educação e de melhores condições de trabalho e salário. Mas, para além disso, reafirma nossos posicionamentos que vão além das pautas específicas, cerrando fileiras também nas lutas do campo democrático. Assim, o Congresso se coloca como ponto de resistência aos ataques contra a classe trabalhadora”.
Cláudio Mendonça, presidente do ANDES-SN, destacou o contexto político e social marcado pelo aprofundamento das desigualdades e pelos ataques aos direitos sociais e ao serviço público. “O mundo vive um momento de aprofundamento das desigualdades. Enquanto uma pequena parcela concentra a riqueza socialmente produzida, grande parte da população enfrenta fome, precarização e perda de direitos, resultado direto da lógica do capitalismo”, avaliou.

“Migrar é um direito, não um delito”
Na quinta-feira, 05 de março, professoras e professores participaram também do ato “Migrar é um direito, não um delito”, realizado no plenário do Congresso, durante o horário de almoço. A manifestação integra a “Jornada Continental de Ação pelo Direito à Migração”, que tem programação em 10 países até o dia 14 de março.

Unidade na ação
Professoras e professores apontaram a necessidade de unidade de ação para enfrentar a extrema direita nas ruas e nas urnas, de lutar em defesa dos direitos da categoria e dos serviços públicos e de construir estratégias para barrar a crise socioambiental sob uma perspectiva anticapitalista.
Luta contra os cortes orçamentários
No campo educacional, apontaram a urgência de reverter o subfinanciamento das universidades públicas, institutos federais e cefets, como forma de combater a precarização e a plataformização do trabalho docente e seus impactos na saúde da categoria. Também foi destacado como prioritário o enfrentamento às propostas de reforma administrativa, que ameaçam os serviços públicos e o funcionalismo em todas as esferas.
Pela justiça social
Os debates reforçaram ainda a importância da luta por justiça social, na construção de uma sociedade antirracista e no combate ao machismo, à LGBTI+fobia, ao capacitismo, à violência do Estado.
