

Em assembleia realizada nesta quarta-feira, 08 de outubro, professoras e professores da UFJF e do IF Sudeste MG deliberaram por unanimidade a adesão à paralisação nacional, convocada pelo ANDES-SN, nos dias 29 e 30 de outubro, contra a reforma administrativa. Além disso, foi aprovada a participação na Marcha Nacional do Serviço Público em Brasília, no dia 29 de outubro. Os docentes decidiram ainda pela confecção de campanhas de conscientização com cartazes nas unidades da UFJF e do IF Sudeste MG, e aprovaram as deliberações da Reunião Ampliada dos Setores do ANDES-SN, a saber: realização de conversas com deputados e deputadas, audiências públicas,uma articulação local com sindicatos do serviço público e a realização de atividades de divulgação para a população, como praças e feiras.
Professoras e professores que estiverem interessados em participar da Marcha Nacional do Serviço Público contra a Reforma Administrativa em Brasília, devem entrar em contato pelo telefone 3215 1286 ou pelo faleconosco@apesjf.org.br
Reforma Administrativa
O presidente da APES, Jean Ramos, prestou informes sobre o processo que envolve o assunto Reforma Administrativa. Finalmente o GT da Câmara dos Deputados, que trabalha sobre o tema, publicou uma Proposta de Emenda à Constituição, um Projeto de Lei Complementar e ainda um Projeto de Lei. As análises do ANDES-SN, já debatidas na última Reunião Unificada dos Setores, realizada nos dias 25 e 26 de setembro, se confirmaram, revelando o caráter terceirizador, punitivista, de ataque à estabilidade, de desvalorização salarial, de precarização do trabalho e de desmonte do serviço público.
Análise de Conjuntura
Dentro da análise de conjuntura, o professor Augusto Cerqueira destacou que, após a derrota da PEC da Blindagem, é o momento do Congresso Nacional dar o troco, atacando o serviço público com o andamento acelerado da proposta de Reforma Administrativa. No momento em que a direita se divide, diante do julgamento e condenação de Bolsonaro, e em que o governo caminha lentamente para viabilizar suas propostas econômicas, a classe trabalhadora precisa demarcar sua luta e defender seus direitos. Segundo o diretor da APES, só uma forte mobilização dos servidores pode representar alguma resistência.
Informes
Na assembleia, o professor Jean prestou informes sobre a participação da APES no Grito dos Excluídos, no dia 7 de setembro; no ato Em Defesa da UEMG, nos dias 10 e 11 de setembro; e no ato contra a PEC da Blindagem, no dia 21 de setembro. Falou também sobre o andamento de ações coletivas, como a vitória de uma liminar do auxílio pré-escolar, e destacou, com preocupação, a aprovação da norma PIT-RIT, no Conselho Superior da UFJF, denunciando seu caráter punitivista.
O diretor da APES, Rubens Rodrigues, informou sobre os trabalhos do GT de Política Educacional da APES, que está estudando a Política Nacional de Educação. O vice-presidente da APES, Francisco Manfrini, prestou informes sobre a ausência de representação sindical no Conselho Superior do IF Sudeste MG. Houve ainda informes sobre o andamento do GT de Multicampia e Fronteiras, do ANDES-SN, e do GT de Políticas de Classe para as Questões Étnico-raciais, de Gênero e Diversidade Sexual, da APES, pelo professor Renato Gonçalves.
Convidada especial
Marcando a comemoração do mês das professoras e professores, a docente aposentada do CAp João XXIII, Daniela Motta, realizou uma fala especial, com uma homenagem ao professor e ex-presidente da APES e do ANDES-SN, Márcio Antonio de Oliveira, e uma retrospectiva das lutas do sindicato, em que esteve presente, numa fala que emocionou a assembleia.

A noite terminou com a apresentação do Grupo Samba de Colher, na sede da APES em Juiz de Fora, e da cantora Mari Mendes, em Governador Valadares.
