Barulhaço por todo o Brasil Marca Manifestações do 18M

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Mesmo com o cancelamento das manifestações de rua com o objetivo de evitar aglomerações por conta do COVID-19, as entidades nacionais e locais convocaram a população para mobilização nas redes sociais e para um Barulhaço na Greve Nacional pela educação pública, pela revogação da EC-95, pelo Sistema Único de Saúde, por empregos e direitos, serviços públicos e democracia.

Por todo o Brasil foram ouvidos apitos, tambores, músicas de resistência e gritos de “fora Bolsonaro” e “ele não” ilustrado, em algumas localidades, por projeções nas paredes de prédios.

A APES, em assembleia no dia 12 de março aprovou adesão à greve nacional para o 18M e convocou suas bases para mobilização virtual na data e para participação no Barulhaço às 20:30.

Em Juiz de Fora, as manifestações, que se concentraram em bairros da região central, zona sul e zona oeste, começaram já antes do horário da convocatória a partir de um pronunciamento de Bolsonaro que aconteceu por volta de 19:30, e se estenderam até pouco depois do horário marcado pelas entidades.

“A Greve Nacional do 18M acabou por canalizar a indignação da população contra a atual política de ataques à classe trabalhadora em um momento seríssimo de proliferação da pandemia do coronavírus no país, desnudando mais uma vez o despreparo e o desprezo dos atuais governantes pelo trabalhador e pela população em geral. A situação é muito séria e exigiria o investimento maciço dos governos em políticas sociais, na saúde pública e nos demais serviços públicos essenciais à população. Enquanto isso, o Governo Federal age de forma criminosa ao reafirmar que a contenção da pandemia dependeria da aprovação das reformas, como a Reforma Administrativa, enquanto a realidade é oposta. Ao invés de cortar investimento público, conforme preconizado nas reformas ultraliberais do atual Governo, o mesmo deveria ser ampliado. A mobilização como a realizada no dia 18, respeitando as indicações dos especialistas em saúde pública, deve continuar para garantir nosso direitos, para barrar as reformas ultraliberais e para exigir ações efetivas de defesa da população contra a pandemia do coronavírus”, disse Augusto Cerqueira da diretoria da APES.