
Estudantes e docentes da UFJF se reuniram no pátio do Instituto de Artes e Design (IAD), nesta segunda-feira, pela manhã, para um ato antifascista, pela democracia e diversidade. A ação veio em resposta à pichação de um símbolo nazista na porta do Diretório Acadêmico do IAD, realizado anonimamente na última semana. Foram muitas falas, defendendo a necessidade de uma resposta rápida de toda a comunidade universitária contra este ato de violência em um ambiente de defesa da pluralidade e da liberdade.
Após a participação de todos e todas ao microfone, os estudantes realizaram um ato simbólico de queima dos cartazes sobre os quais a suástica havia sido pichada e seguiram em direção ao Restaurante Universitário, levando faixas e gritando palavras de ordem contra o fascismo.
O professor Augusto Cerqueira, da direção da APES, esteve presente ao ato e ressaltou que o ataque não foi apenas um ato de violência ao DA mas contra toda a comunidade universitária. “Então a gente quer o posicionamento da universidade, do IAD e de todas as unidades da UFJF para que possamos responsabilizar quem ou quais pessoas fizeram esse ato de violência que é inaceitável. Reforçamos aqui que a APES está à disposição para a luta e que essa luta é conjunta”, afirmou.
O presidente do Diretório Acadêmico do IAD, reforçou a necessidade da resposta firme. “A suástica não é um símbolo qualquer. Ela carrega o peso de um projeto político responsável pela morte de milhões de pessoas, de judeus, povos indígenas, comunistas, pessoas com deficiência e das pessoas LGBT. Quando esse símbolo aparece na Universidade, ele comunica algo claro, comunica algo para nós estudantes. Alguém quer normalizar o ódio e o autoritarismo. Mas é mais importante dizer que este ataque não nos assusta, mas convoca uma resposta coletiva, uma ação coletiva. É preciso reafirmar a UFJF como um lugar para o pensamento crítico da arte, da criação, da resistência”, disse.
A comunidade universitária se reúne novamente amanhã às 16h, no pátio do IAD, para um Aulão com o professor Odilon Caldeira, da Faculdade de História da UFJF, sobre democracia, memória e resistência.







