Juiz de Fora integrou a realização nacional de atos convocados pelo “Levante Mulheres Vivas”, realizados neste domingo em diversas cidades de 24 estados brasileiros e no Distrito Federal.
Em Juiz de Fora, o ato foi realizado em frente à Câmara Municipal. A manifestação contou com falas potentes de mulheres militantes que denunciaram o aumento dos casos de feminicídio e outras formas de violência, na cidade e no país. O diretor da APES, Augusto Cerqueira, esteve presente no evento, que contou com professoras de nossa base.
A professora da Faculdade de Serviço Social da UFJF, Michele Capuchinho, destacou o contexto de realização desta manifestação de domingo, num momento em que “nós, mulheres, tivemos mais uma vez que sair para nos manifestar diante dos absurdos que aconteceram nesse mês de novembro. Muitas mulheres sendo assassinadas e violentadas de uma forma cruel. Isso colocou, mais uma vez, a obrigação de nos colocarmos e denunciarmos a violência que enfrentamos. Essa violência que é a responsabilidade do capital e desse sistema que nos violenta, nos discrimina, nos adoece e nos mata. A manifestação nacional que aconteceu em muitas capitais é muito importante, é uma reação das mulheres, e hoje não só de nós mulheres, de mulheres e homens. Mulheres vivas é o que nós defendemos!
O ato em Juiz de Fora foi composto por 25 organizações, movimentos e sindicatos da cidade. Para a professora Michele, “o ato aqui em Juiz de Fora representou uma grande organização, de forma imediata e rápida, pois foram apenas quatro dias para a gente mobilizar. Mas fizemos a nossa função, que é mostrar para a sociedade que o mundo que a gente quer é um mundo livre de violências contra as mulheres. Foi a unidade entre os sindicatos, movimentos sociais, partidos políticos e ativistas que vem fazendo possível a gente lutar contra a violência que nós mulheres enfrentamos.”
Dados
Em Juiz de Fora e no estado de Minas Gerais, os 5 primeiros meses de 2025 registraram o total de número de casos de feminicídios de 2024. E até junho, foram registrados 1330 casos de violência doméstica em Juiz de Fora. Necessário ainda considerar que os números reais podem ser ainda maiores, pois muitas mulheres não têm condições estruturais para realizar a denúncia.
Canais de Denúncia e Apoio
Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180
Central de Atendimento à Mulher é um serviço criado para o combate à violência contra a mulher e oferece três tipos de atendimento: registros de denúncias, orientações para vítimas de violência e informações sobre leis e campanhas. A Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos é responsável pelo canal de denúncia, que funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana. O contato pode ser por telefone (180), chat online (site da Ouvidoria) ou aplicativo de celular (Direitos Humanos Brasil), desenvolvido pelo Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos.
Patrulha de Prevenção à Violência Doméstica- PPVD/ Policia Militar
DEAM – Delegacia Especializada de Atendimento à mulher
Unidade especializada da Polícia Civil para atendimento às mulheres em situação de violência. Conta com a expedição de medidas protetivas de urgência no prazo máximo de 48 horas.
Endereço: Rua Jarbas de Lery Santos, n° 1655 (2º andar do Santa Cruz Shopping).
Horário de atendimento: De segunda a sexta, das 9h às 12h/14h às 17h.
Telefone: (32) 3229-5822
Defensoria Pública de Atendimento Especializado da Mulher
A Defensoria Pública do Estado de Minas Gerais possui assistência especializada à mulher em situação de violência familiar e/ou doméstica, realizando de forma gratuita instruções jurídicas e extrajudiciais, desde acolhimento e atendimentos iniciais ao acompanhamento de medidas protetivas, audiências e ações como reconhecimento e dissolução de união estável, divórcio, guarda, alimentos entre outros.
Endereço: Av. Barão do Rio Branco, n°2281, 9° andar, Centro
Atendimento: De segunda a sexta, das 11h às 17h
Telefone: 3217-0443
WhatsApp: (31) 98299-0391 (Horário de atendimento: 08 às 17 horas)
E-mail: nudem@defensoria.mg.def.br
Para mais informações acesse: https://defensoria.mg.def.br/?servicos=defesa-da- mulher
Plataforma mulher segura-ONU
A Plataforma Mulher Segura conecta mulheres em situação de violência aos canais de apoio disponíveis por todo o País. Para que as sobreviventes possam dar os primeiros passos para romper com o ciclo da violência doméstica, reunimos os principais serviços de enfrentamento à violência contra as mulheres desenvolvidos pelos estados brasileiros e organizações locais.
Para mais informacoes, acesse: https://mulhersegura.org/sobre-plataforma-mulher- segura-unfpa.


