SindUte/JF, SINPRO/JF, SINTUFEJUF e Contee publicam moção de apoio a APES

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MOÇÃO DE APOIO A APES – ASSOCIAÇÃO DOS PROFESSORES DO ENSINO SUPERIOR

O SindUte/JF – Sindicato único dos Trabalhadores em Educação do estado de Minas Gerais – Subsede JF, o SINPRO/JF – Sindicato dos Professores da rede municipal e rede privada de ensino de JF, o SINTUFEJUF – Sindicato dos Trabalhadores e Técnicos Administrativos da UFJF, a Contee – Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino tornam público seu total apoio a APES diante do ataque sofrido por setores da ultradireita da nossa cidade.

O mundo está vivenciando um dos momentos mais trágicos da sua historia. Passados poucos meses do inicio da pandemia mundial provocada por um novo Coronavírus o planeta já contabiliza milhares de mortes e milhões de contaminados. Especialistas afirmam que a essa pandemia pode perdurar ainda por muitos meses aumentando, exponencialmente, esses números.

A última crise cíclica do capitalismo iniciada em 2008, que já atingia a classe trabalhadora com um enorme aumento do desemprego e da desigualdade social, se aprofunda com a pandemia e a perspectivas são de uma verdadeira tragédia para os trabalhadores nos próximo anos.

Em nosso país essa crise econômica se combina com uma crise politica que torna a situação ainda mais grave. O Brasil já alcança a trágica marca de mais de 1 milhão de infectados e mais 50 mil mortos. Esse é o resultado da política genocida do governo Bolsonaro. E tudo indica que esse quadro vai piorar, pois a política desse governo é acabar de vez com o isolamento social, que já era limitado e insuficiente, no momento em que cresce o número de casos do novo coronavírus. Na verdade, nunca houve de fato uma quarentena no Brasil. Milhões de trabalhadores de serviços não essenciais foram obrigados a permanecer trabalhando. Outros milhões de pessoas que vivem do trabalho informal se viram obrigados a continuar saindo às ruas pra tentar botar comida na mesa.

Em vários estados o sistema de saúde entrou em colapso. Faltam hospitais, leitos de UTI, profissionais da saúde, remédios, respiradores. Falta até mesmo um ministro da Saúde. Não é por acaso que o Brasil é o recordista de óbitos de profissionais da saúde pelo novo coronavírus. O fato é que essa situação ocorre, pois o sistema está em colapso mesmo antes da pandemia por conta da política dos governos.

 O negacionismo do presidente Bolsonaro não tem limites, a ponto deste incitar sua base extremista a invadir hospitais para “flagrar leitos vazios”. Um escárnio diante da tragédia que se abate sobre milhares de pessoas e trabalhadores da saúde que travam uma verdadeira guerra pela vida.

Ao mesmo tempo em que despreza a vida, este governo de ultradireita segue ainda com sua política entreguista e absolutamente subalterna ao imperialismo norte-americano e às multinacionais contra a soberania do país.

É diante desse cenário devastador que vimos, com muita indignação, a APES ser questionada por setores de ultradireita por ter tomado a iniciativa de fazer um protesto, em sua sede, localizada no interior do campus da UFJF. Sentimos-nos representados pelo ato que simboliza um luto pelas milhares de vidas perdidas para o Covid-19 e que faz defesa das vidas negras e do serviço e servidores públicos.

Uma simbologia e uma defesa mais do que pertinentes. Está muito evidente a toda a população, nessa pandemia, a importância do serviço público e dos servidores. O papel exercido pelos SUS, a despeito de todo o desmonte provocado pelos governos, tem sido fundamental para o atendimento aos acometidos pelo vírus e para salvar vidas. As pesquisas elaboradas pelas Universidades púbicas, antes e durante a pandemia, a parceria das universidades com os entes públicos na realização de inúmeras ações, tem sido de extrema importância no combate à pandemia. E isso, num contexto de ataques sem precedentes ás Universidades públicas, à educação publica e aos servidores.

Um dos papeis fundamentais da Universidade Pública e de seus professores é o de estimular o livre pensamento e a livre reflexão acerca de tudo o que envolve a vida humana nas suas mais complexas relações com a natureza, com a construção do conhecimento em todas as áreas e com os fatos históricos realizados pelos homens e mulheres ao longo da história da humidade. Não poderia ser diferente nesse momento tão trágico.

Juiz de Fora, 24 de junho de 2020